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Entrevista com A BANDA O TERREIRO


 Qual o nome da banda? E porque 
O Terreiro. o nome o terreiro vem da necessidade que tínhamos de ter um lugar, um espaço, um terreno fértil pra uma nova música e escolhemos o terreno dentro de uma ocupação do movimentos sem teto no ano de 2009

 Onde e quando nasceu ? 
no dia 08 de julho fazendo uma homenagem a um dos nossos músicos que nasceu nesse dia. 




 Qual é o seu estilo de musica?
É a musica de rua.. o que escutamos no cotidiano. o que chamávamos de "sambão" hoje com a uma ideia cultural




Do que fala suas letras?
falam dos nossos costumes, das religiões de matriz africana, das injustiças sociais e também da relação entre as pessoas.


Pode falar um pouco sobre os integrantes?são amigos de infância que já faziam música a certo tempo. Boca (guitarra/voz), musico e principal idealizador traz experiências desde que nasceu, bem como Alisson (Voz), filhos de músicos criaram a identidade da banda. Valzinho percussionista de outras bandas afro transforma o grupo com seu prestigio, Daniel (Contrabaixo) também amigo de infância traz a experiência de vida e de musicalidade. Shaw (Percussão) ja foi ogan e traz a batida dos terreiros para incorporar ao som do grupo.
Daniel Durães (Baixo)
Alisson Lima ( Vocal)

Valzinho (Percussão)
 Sei que vocês não são so uma banda e tem trabalhos culturais na comunidade CDP, em periperi-Fale um pouco da sua comunidade?
Boca (Guitarra)
É verdade que não somos somente uma banda, mesmo por que a música não dá um retorno financeiro desejado, além do que Alisson (Voz) idealizador do grupo tem uma certa afinidade com cultura e faz com que a arte esteja presente no grupo, assim como os trabalhos sociais que passam a ser nosso combustível. Onde esta inserido o terreiro, é uma comunidade carente e muito humilde, que precisa de pessoas como nós, que traz a cultura pra dentro a fim de amenizar os problemas sociais ali vividos.

  Fale um pouco sobre a experiência com o MUSAS?
A banda nos arcos do MUSAS

 A nossa experiência com o MUSAS é quase o tempo que temos de existência, conhecemos Júlio Costa logo no inicio e foi fundamental pra o fortalecimento do nosso grupo. O musas sempre esteve e está junto com O Terreiro em todos os momentos. Aprendemos com eles uma maneira melhor de ver arte de rua e transmitimos isso em nossa musica. Já viajamos com eles pra encontros de grafite, fizeram nosso cenário em shows, entre outras coisas que fazemos pela arte

Gravação do clip

Quais bandas vocês gostam?
Dentre as bandas que gostamos estão Groundation, Bob Marley and The Wailers, O Rappa, Nação Zumbi ...

  Obrigado por responder a entrevista tem algumas palavras finais para os amantes da boa musica? 
Nós que agradecemos a oportunidade de estar com o MUSAS fazendo a Arte nas ruas. A nossa música é indefinida e possui um campo de áudio muito extenso, ainda somos verdes e buscamos maior conhecimento para fazer vibrar a musica de rua.


E como faz para escutar as suas musicas? 
Quem quiser conhecer nossas musicas 
 http://soundcloud.com/oterreiro 



Veja tambem o clip. Barravento


contato da banda   O Facebook da banda Clic aqui














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Entrevista com a islandesa Yango ou Kristin Thorlaksdottir




Quem é você? Yango (Kristin Thorlaksdottir) 



De onde você é? 
Islândia 


Quando você começou a pintar?
2010 
Fale um pouco sobre sua experiência no MUSAS: Um lugar com criatividade sem fim, localizado no bairro mais animado que eu já experimentei. A arte é um grande fenômeno artístico para cada passagem urbana, cada parte da cidade, bem como as pessoas, que querem alimentar seus olhos com paredes coloridas suculentas. 


Rio de Janeiro


Fale um pouco sobre esta viagem de arte: Eu viajei para o Brasil com minha amiga Nanna Fenris, durante 6 semanas. Era para ser uma viagem turística regular em torno da América do Sul, mas as coisas foram ficando mais interessante. Começamos na Venezuela, depois de Caracas para Manaus. Lá eu conheci o grafiteiro árabe VAN, em uma coincidência pintei com ele, que me apresentou a grafiteiros de outras cidades do Brasil. Fomos para Fortaleza, onde ficamos com o VTS Crew por uma semana pintamos com eles algumas paredes, bem como com o Bad (VAN) e Bulan. Depois, em Salvador, ficamos hospedadas no MUSAS. Ficamos lá por 18 dias pintando bastante com muitos grafiteiros, mas principalmente com Mônica e Chermie. Depois dessa bela experiência com arte e cultura em Salvador decidimos pegar um ônibus até o Rio de Janeiro. Ficamos hospedadas na casa da grafiteira Anarkia. Fizemos parte de um evento para pintar paredes em favelas, haviam muitos dos grafiteiros do Rio de Janeiro nessa pintura .... Fizemos uma parede com o grafiteiro Airá O Crespo, e nós queremos participar de outros projetos de arte. São Paulo será o nosso próximo destino, onde vamos tentar pintar o máximo possível.


Recife
Qual a sua mensagem para os artistas brasileiros? 
O Brasil é um paraíso do grafite. O fato do grafite ser semi legal aqui. Se torna uma oportunidade que todos os grafiteiros brasileiros devem aproveitar. Então, a minha mensagem para os artistas brasileiros é esta: Use o dom que lhes foi dado, e pinte tanto quanto você puder .... E para todos aqueles artistas que não trabalham nas ruas: Seja ativo, porque isso é muito importante e bonito, é a única solução para sobreviver como artista.



Bahia

Who are you? Yango(Kristín) 
where are you from? Iceland
When do you began to paint? 2010

Talk a little bit about your experience in M.U.S.A.S.?

A place with endless creativity, located in the most liveliest neighborhood I have ever experienced. A great art-phenomenon for every urban artist passing by the city as well as people that want to treat their eyes with some colorful juicy walls 


talk a little bit about this journey of art?


I have traveled with my friend, Nanna Fenris(Septo), here in Brazil for 6 weeks now. It was supposed to be a regular tourist trip around South America but things got a little bit more interesting. We started in Venezuela and went from Caracas to Manaus. There I met the writer Arab (VAN) for a coincidence and painted with him. After that he introduced me to writers in other cities of Brazil. We went to Fortaleza where we stayed with the VTS-crew for one week and painted with them a few walls as well with Bad’s (VAN) and Bulan. 
After that we hit Salvador where we stayed at the M.U.S.A.S.. We were in Salvador for 18 days painting several walls with many writers but mostly with Monica and Chermie. At last after a beautiful experience of art and culture in Salvador we decided to take the bus down to Rio de Janeiro. There we are staying in the house of the writer Anarkia. We were a part of an event/project, painting walls in the neighborhoods of the favelas, there were many of Rio’s writers gathered painting…. We did a wall with the old school graffiti-legend Aira and well paint a lot for the next days as well as participating in some art-projects. 
Sao Paulo will be our next destination where we will try to paint as much as we possibly can.  


Leave a message for the Brasilien artist?


Brazil is a graffiti-paradise. The fact that graffiti is semi legal here is a priority that all Brazilian writers should take advantage of. So my message for Brazilian artists is this: Use the gift that you’ve been given and paint as much as you can!.... And for all those artists not working on the streets: Be active, because that’s pretty much the only solution to survive as an artist.

Atividade Ecológica

A equipe do Musas foi convidada para realizar uma intervenção  ecológica em conjunto com outras entidades, para a recuperação do jardim do Solar Boa vista em Brotas,  foi realizado o plantio de formas humanas graffitadas, para simbolizar que plantando uma arvore estamos preservando a nos mesmos humanos e seres da natureza tirando assim o ser humano do seu habita-te de concreto e transportando ele para o seu verdadeiro lugar, a natureza.

A intervenção foi executada também por crianças que pegaram os sprays e saíram colorindo, ajudando assim a plantar o jardim de gente
  
Foi plantado também um jardim de girassóis pelo coletivo plantar.

intervenção artistica e de cunho ambiental realizada no solar boa Vista em Brotas teve a participação da comunidade. do entrono do solar, na sua maioria senhoras e crianças.

Relatos do novo mundo



Quero contar uma experiência de vida,quando cheguei do rio depois de dois meses de passeio, logo no começo do ano juro que fiquei perdido, um amigo meu Tiko Sant'Ana, me disse que ia rolar o evento no quilombo dele no dia 24 de janeiro um dia depois do meu aniversario, e que íamos pintar la na comunidade do solar do unhão um painel de capoeira, la pra o dia 15 fomos ver a locação, eu Bigod e prisk, ficamos encantado com as possibilidades um local cheio de muros com arcos que nos remeteram a mini capelas sistinas, jogamos capoeira ali naquele lugar e senti magia, na hora pensamos em um projeto antigo o de criar um museu de graffiti, começamos e em vez de ir no dia do evento fomos entrando e entrado cada vez mais, pintando o possível, hoje em meado de abril, nos podemos dizer felizes da vida dizer que foram muitos por do sol, conhecemos a matéria mais importante da nossa jornada que foram as pessoas do local, entre elas vovó que com seus jargões nos encanta e muitas vezes mata a nossa fome, afemariaaaaa... nos conseguimos leva uma banda de outra comunidade pobre pra provar que os quilombos estão unidos pra tocar nos arcos, começamos a campanha de cinema conseguimos comprar a caixa ganhamos a doação de um projetor, envolvendo assim muita gente distante nesse projeto loco, as meninas fotografas usaram la como locação para uma marca de um shopping de salvador, queimamos um judas, fomos descobertos por uma cineasta carioca que gravou com a gente quando pintamos a fonte secular que tem na comunidade, nos já compramos fiado no bar de seu Idemario, uma menina sempre que vem de feira de Santana faz um dia de praia e cultura e alegria, afemaria, queimamos um judas, fizemos macarrão caseiro, e pretendemos muito mais, junto com as crianças já limpamos todo o lixo da praia um dia, convidamos vários artistas, para pintar , e eles foram, e levaram o material, pagamos 3 alugueis, gastamos uma quantidade de tinta enorme, comemos sushi e moquecas de variados peixes, nos também ganhamos de um graveto aqui uma geladeira, de outro ali um fogão que só queima de uma boca e solta gaz, mais volto a dizer que a matéria viva foi mais forte, todas as crianças que tem contato diário com arte simplesmente por estarmos la, e nos vendo o mar, prisk que esta começando a carreira de cozinheiro, o fato de estarmos a mais de 3 meses lá e não ver nada daquilo que a televisão fala sobre essa comunidade, nos tivemos pouco apoio de pessoas comuns, não foi fácil nem um pouco fácil devo dizer a verdade, mas contamos com ajudas e suprimentos no nosso posto avançado contra babilônia, acabamos de ganhar um fogão de outro desses gravetos enquanto escrevo essa nota.

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